domingo, 26 de julho de 2015


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Nova Ordem Mundial - Conscendo Sodalitas

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Ouçam o banqueiro, Paul Warburg: "Nós teremos um governo mundial, quer vocês queiram ou não.A única questão é se tal governo se estabelecerá pela força ou pelo consenso." 



Se a Terceira Guerra Mundial viu o embate entre capitalismo e socialismo em diversos terrenos e com graus de intensidade variáveis, a Quarta é travada entre grandes centros financeiros, em teatros mundiais e com uma formidável e constante intensidade.  
A famigerada "Guerra Fria" atingiu temperaturas elevadíssimas: desde as catacumbas da espionagem internacional até o espaço sideral da famosa "guerra nas estrelas" de Ronald Reagan; das areias da Baía dos Porcos, em Cuba, até o delta do Mekong, no Vietnã; da desenfreada corrida pelas armas nucleares até os selvagens golpes de Estado na América Latina; das manobras condenáveis dos exércitos da Otan até as ameaças dos agentes da CIA na Bolívia, onde foi assassinado Che Guevara. Todos estes acontecimentos acabaram por arruinar o campo socialista como sistema mundial e por dissolvê-lo como alternativa social.
A Terceira Guerra Mundial mostrou os benefícios da "guerra total" para o vencedor -o capitalismo. O pós-guerra deixa entrever um novo dispositivo planetário, cujos principais elementos conflitantes são o crescimento decisivo das terras de ninguém (em virtude da derrocada do Leste), o desenvolvimento de algumas potências (os Estados Unidos, a União Européia e o Japão), a crise econômica mundial e a nova revolução da informática.
Graças aos computadores, os mercados financeiros, com base nos escritórios de câmbio e a seu bel-prazer, impõem suas leis e seus preceitos ao planeta. A "mundialização" nada mais é que a extensão totalitária de sua lógica a todos os aspectos da vida. Mestres recentes da economia, os Estados Unidos são agora guiados -teleguiados- pela própria dinâmica do poder financeiro: a livre-troca comercial. E essa lógica tirou proveito da porosidade acarretada pelo desenvolvimento das telecomunicações para se apropriar de toda a gama de atividades do espectro social. Enfim, uma guerra mundial totalmente total!
Uma de suas primeiras vítimas é o mercado nacional. À maneira de uma bala atirada no interior de um recinto blindado, a guerra desencadeada pelo neoliberalismo ricocheteia e acaba por ferir o atirador. Uma das bases fundamentais do poder do Estado capitalista moderno, o mercado nacional, é liquidada pela canhonada da economia financeira global. O novo capitalismo internacional torna os capitalismos nacionais caducos e esfomeia, até a inanição, os poderes públicos. O golpe foi tão brutal que os Estados nacionais não têm força de defender os interesses dos cidadãos.
A bela vitrine da Guerra Fria -a nova ordem mundial- foi estilhaçada pela explosão neoliberal. Alguns minutos bastam para que as empresas e os Estados se desintegrem -e não por causa do sopro das revoluções proletárias, mas em razão da violência dos furacões financeiros. 
Os mercados financeiros não se importam com a cor política dos dirigentes dos países: o que conta, a seus olhos, é o respeito ao programa econômico. Os critérios financeiros se impõem a todos. Os mestres do mundo podem tolerar a existência de um governo de esquerda, contanto que este não adote nenhuma medida prejudicial aos interesses do mercado. Eles jamais aceitarão uma política de ruptura com o modelo dominante.
Aos olhos da megapolítica, as políticas nacionais são conduzidas por anões que devem curvar-se ao ditado do gigante financeiro. E sempre será assim... até que os anões se revoltem.

in A Quarta Guerra Mundial Já Começou (livro de...1997)